Categoria: Identidade & História (Eu + Mapa da Alma)
Histórias da Laécia e do Mapa da Alma: bastidores, motivos que deram origem a esse espaço, vulnerabilidades, recomeços, viradas de chave e narrativas pessoais que mostram a vida real por trás da terapia, da feminilidade e das vendas com empatia.
Eu já entrei em uma sala e senti que ninguém me viu. Não estou falando de passar despercebida fisicamente, mas daquela sensação de estar invisível para o mundo… e para mim mesma.
Por muito tempo, achei que ser notada era ser validada. Que para ser vista, eu precisava ser “mais” — mais bonita, mais inteligente, mais sexy, mais interessante. Mas a verdade é que quanto mais eu tentava ser tudo, menos eu era eu.
Normalmente não me arrumava, gostava de ficar largada com uma combinação de calça qualquer com blusa que já teve melhores dias. Então foi numa noite simples, enquanto me arrumava só para ficar em casa, que entendi: eu não precisava de um palco para me sentir irresistível. Eu precisava de um espelho.
Comecei a me arrumar para mim, a me maquiar para mim, a cozinhar para mim, a comprar flores para mim. E, curiosamente, quando parei de buscar ser vista, comecei a ser notada — porque minha energia mudou.
Se você se sente invisível, talvez seja hora de se ver de novo. E é exatamente isso que te ensino no Desperte Sua Feminilidade.
Ele foi o meu passo a passo para ser vista, ser ouvida. Me entender e sair da minha invisibilidade e insegurança.
Não foi um pensamento racional. Foi uma sensação profunda, quase silenciosa, de que estou entrando em um novo ciclo da minha vida.
Um ciclo que me convida a olhar com mais honestidade para a minha feminilidade e para a minha sexualidade — não como conceitos, mas como experiências vivas no corpo, na pele e na alma.
Depois de anos sem me preocupar com relacionamentos, vivi descobertas importantes. Aprendi muito sobre mim. Ainda assim, uma pergunta começou a ecoar:
Será que existe um espaço verdadeiro onde eu possa simplesmente existir inteira?
A falta do íntimo que não se explica em palavras
Sinto falta do que é íntimo, profundo e único. Da entrega que não precisa ser explicada. Dos pequenos rituais, dos toques, das palavras sussurradas, dos silêncios cheios de significado.
Mas quando tento colocar tudo isso em palavras — para amigas, para outras mulheres — algo se perde no caminho.
O que era leve fica pesado. O que era íntimo vira motivo de desconforto. O que era verdade se transforma em ruído.
E então surge a pergunta que muitas de nós evitam:
Por que é tão difícil, para nós mulheres, falar sobre prazer sem medo de sermos julgadas?
O silêncio entre mulheres: onde está nosso espaço para falar sobre sexualidade?
Somos ensinadas a competir, a desconfiar, a nos comparar. A esconder partes de nós mesmas para caber em expectativas que nunca foram criadas para nos acolher.
Mesmo entre amigas, encontrar um espaço seguro para falar sobre desejo, entrega, prazer e sexualidade feminina ainda é raro.
Quando abro meu coração e compartilho minhas experiências, às vezes encontro:
olhares enviesados
risadinhas desconfortáveis
silêncio constrangedor
Como se o que vivi fosse “demais”… ou “de menos”.
E isso gera dúvidas que talvez você também conheça:
Será que eu realmente sinto isso?
Será que estou exagerando?
Será que sou intensa demais?
Isso é amor ou apenas desejo?
Sexualidade feminina não é vulgaridade. É verdade.
Não existe manual para sentir prazer. Muito menos para expressá-lo.
A sexualidade feminina se aprende no corpo, na experiência, no erro, na tentativa, na entrega. Ela não nasce pronta — ela se revela.
O problema não está em nós. Está na falta de escuta. Na ausência de espelhos verdadeiros. Na carência de espaços onde possamos ser inteiras sem precisar nos defender.
É doloroso viver algo com amor e perceber que isso é interpretado como vulgaridade.
Prazer como caminho emocional e espiritual
Para muitas mulheres, o prazer não é apenas físico. Ele é emocional, energético, espiritual.
Eu não aprendi isso em livros. Eu vivi. Eu sinto.
Ainda assim, existem dias em que me pergunto se estou sentindo “do jeito certo”.
E essa dúvida não nasce do corpo — ela nasce da culpa, da vergonha e do medo do julgamento.
Crescemos desconfiando da nossa própria percepção. Confiar no corpo vira um desafio.
Talvez seja por isso que tantas mulheres buscam respostas na internet. Aqui, nesse espaço quase anônimo, conseguimos escrever o que ainda não conseguimos dizer em voz alta.
Um espaço de acolhimento, encontro e cura entre mulheres
Este texto é um desabafo. Mas também é um convite.
Se você já se sentiu confusa sobre o próprio prazer, julgada por viver sua sexualidade intensamente, ou cheia de perguntas que pareciam “erradas demais”, saiba: este espaço também é seu.
Aqui você vai encontrar:
reflexões sobre sexualidade consciente e feminina
relatos reais, sem máscaras
conversas sobre prazer, desejo, entrega e liberdade
um espaço seguro para se expressar, inclusive de forma anônima
Porque eu também estou nessa jornada. E cansei de caminhar sozinha.
Você não está errada. Você está despertando.
Não precisamos mais fingir que não sentimos. Nem diminuir o que é intenso. Nem endurecer para parecer fortes.
Ser mulher é viver uma montanha-russa de emoções, desejos, dúvidas e reconexões.
E existem dias em que tudo o que precisamos é ser escutadas. Sem julgamento. Sem correção. Sem diagnóstico.
Este blog é isso: um abraço, um diário compartilhado, um sussurro coletivo dizendo: “eu também me senti assim.”
Desperte Sua Feminilidade: um caminho de reconexão
Se este texto tocou algo em você, quero te apresentar o eBook Desperte Sua Feminilidade.
Ele foi criado para mulheres que desejam:
se reconectar com a própria essência
compreender a sexualidade de forma consciente e libertadora
resgatar a suavidade sem perder a força
existir inteira, sem medo e sem vergonha
O eBook não promete fórmulas. Ele oferece presença, práticas e uma direção suave para quem sente que algo precisa mudar — por dentro.
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Se quiser comentar, escreva do seu jeito. Aqui, a sua verdade é bem-vinda.
Este conteúdo não substitui acompanhamento psicológico ou terapêutico. Ele é um convite à escuta interna, ao autoconhecimento e ao cuidado emocional consciente.
Com carinho, Laecía Terapeuta e criadora do Mapa da Alma
Desperte Sua Feminilidade: um caminho de reconexão