Tag: autocuidado emocional

  • CARTA PARA O EU DO PASSADO (FECHAMENTO DE CICLO)

    CARTA PARA O EU DO PASSADO (FECHAMENTO DE CICLO)

    Se você chegou agora: As metas que você nunca consegue cumprir

    Carta para o meu eu do futuro: como eu escolho seguir daqui em diante.

    Hoje não é dia de planejar.
    É dia de encerrar.

    Antes de olhar para frente, eu preciso olhar para trás — com honestidade e sem dureza.

    Essa é a carta que eu escreveria para a mulher que eu fui.

    Eu sei que você tentou.

    Tentou entender, tentou sustentar, tentou aguentar mais um pouco.
    Tentou ser forte quando o corpo pedia pausa.
    Tentou não incomodar, não falhar, não desistir.

    Eu sei que você carregou coisas que não eram suas.
    Pessoas, expectativas, papéis, culpas.

    E eu sei que, muitas vezes, você se abandonou não por escolha…
    mas por não saber outro jeito.

    Hoje eu não te julgo.
    Hoje eu te reconheço.

    Tudo o que você fez foi sobreviver com as ferramentas que tinha.
    E isso basta.

    Você não precisa mais continuar desse jeito.
    Eu estou aqui agora.
    E a partir de hoje, eu assumo.*

    Encerrar um ciclo não é esquecer.
    É tirar o peso da repetição.

    Se você não fecha o que ficou em aberto, leva isso para o ano seguinte como ruído interno.
    E ruído interno drena energia.

    Hoje, o autocuidado não é spa.
    É autogestão emocional.

    É escolher não repetir padrões só porque eles são conhecidos.

    Encerrar é um ato adulto.
    E profundamente feminino.

    Se esse texto te tocou, significa que você está voltando para si.
    Nesse momento:

    Desperte Sua Feminilidade → quando a dor é identidade, sensibilidade e desconexão

    Recomeço Feminino em 7 Dias → quando você precisa de direção prática após fechar o ciclo

    Com Carinho

    Laecía

  • Esgotamento Emocional: Reconhecendo a Depressão Silenciosa

    Tem dias em que eu funciono, mas não vivo.
    Acordo, faço café, respondo mensagens, organizo a casa, tento ser produtiva.
    Mas por dentro, estou em branco.

    Nada dói de forma explícita.
    Nada explode.
    Nada pede socorro em voz alta.

    E talvez por isso seja tão difícil perceber.

    Existe um cansaço que não passa com descanso.
    Uma ausência de vontade que não é preguiça.
    Uma sensação constante de estar “ligada”, mas desconectada de si.

    Esse estado tem nome: esgotamento emocional.
    E muitas vezes ele se disfarça de normalidade.


    O que é esgotamento emocional (e por que ele passa despercebido)

    O esgotamento emocional não surge de um único evento traumático.
    Ele se constrói aos poucos, quando a mulher passa tempo demais sustentando tudo — emoções, responsabilidades, expectativas — sem espaço real de escuta e descanso interno.

    É comum em mulheres sensíveis, conscientes e responsáveis, justamente porque elas aprendem a seguir funcionando mesmo quando algo dentro já está pedindo pausa.

    Não é falta de força.
    É excesso de carga.


    Quando o cansaço não é físico, nem tristeza

    Você continua cumprindo suas obrigações.
    Continua sendo forte.
    Continua dando conta.

    Mas algo dentro de você vai ficando silencioso demais.

    Não é tristeza profunda.
    Não é exatamente depressão clínica.
    É um vazio funcional.
    Uma exaustão que não grita, mas corrói.

    Durante muito tempo, eu achei que isso era maturidade.
    Que era apenas uma fase.
    Que fazia parte de ser adulta, responsável, consciente.

    Até perceber que estava vivendo no automático.
    Sem prazer.
    Sem presença.
    Sem escuta interna.


    Sinais silenciosos de esgotamento emocional em mulheres

    O corpo começa a dar sinais sutis, que muitas vezes são ignorados:

    • irritação sem motivo aparente
    • choro contido ou engolido
    • dificuldade de sentir alegria
    • sensação de vazio mesmo com a vida “em ordem”
    • vontade constante de se recolher ou desaparecer um pouco

    Esses sinais não surgem de forma dramática.
    Eles se acumulam no cotidiano, quando a mulher aprende a se calar para seguir.


    Por que mulheres sensíveis se anestesiam para sobreviver

    A mulher que sente demais, quando não encontra espaço para sentir, começa a se anestesiar.

    E isso é perigoso.

    Porque quando a sensibilidade some, não é força que entra no lugar.
    É endurecimento.

    A feminilidade não nasce da resistência infinita.
    Ela precisa de pausa, fluxo e verdade emocional.


    O que o esgotamento emocional não é

    O esgotamento emocional não é preguiça.
    Não é falta de gratidão.
    Não é drama.
    Não é fraqueza.

    Ele é um sinal de que algo essencial foi deixado de lado por tempo demais.


    Reconhecer não é fraqueza: é um ato de lucidez

    Reconhecer o esgotamento não é desistir.
    É lucidez.

    É admitir que algo precisa ser cuidado antes de quebrar.
    Antes que o corpo peça ajuda de forma mais dura.
    Antes que a alma desista em silêncio.

    Talvez você não precise aguentar mais.
    Talvez precise parar de se abandonar.


    Um primeiro passo para sair do automático

    Este texto não é um diagnóstico.
    É um espelho.

    Se algo aqui tocou você, saiba:
    você não está sozinha, nem errada por sentir assim.

    Existe um caminho de reconexão.
    E ele começa quando você se permite escutar o que tentou calar.

    Se você sente que chegou até aqui porque algo dentro de você pediu atenção, talvez esse seja o momento de começar por você.

    👉 Conheça o eBook Desperte Sua Feminilidade — um primeiro passo de reconexão emocional para mulheres em recomeço.


    Este conteúdo não substitui acompanhamento psicológico ou médico.
    Ele é um convite à escuta interna e ao cuidado emocional consciente.

    Com verdade,
    Laecía

    Sou terapeuta e criadora do Mapa da Alma, um espaço de reflexão e reconexão para mulheres em recomeço emocional e identitário.
    Conheça minha história

    Se esse silêncio interno tem a ver com relações onde você se doou demais, talvez esse outro texto te ajude a entender onde essa dor começou:
    👉 Quando a Amizade Machuca: Reflexões Sobre a Traição