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  • Esgotamento Emocional: Reconhecendo a Depressão Silenciosa

    Tem dias em que eu funciono, mas não vivo.
    Acordo, faço café, respondo mensagens, organizo a casa, tento ser produtiva.
    Mas por dentro, estou em branco.

    Nada dói de forma explícita.
    Nada explode.
    Nada pede socorro em voz alta.

    E talvez por isso seja tão difícil perceber.

    Existe um cansaço que não passa com descanso.
    Uma ausência de vontade que não é preguiça.
    Uma sensação constante de estar “ligada”, mas desconectada de si.

    Esse estado tem nome: esgotamento emocional.
    E muitas vezes ele se disfarça de normalidade.


    O que é esgotamento emocional (e por que ele passa despercebido)

    O esgotamento emocional não surge de um único evento traumático.
    Ele se constrói aos poucos, quando a mulher passa tempo demais sustentando tudo — emoções, responsabilidades, expectativas — sem espaço real de escuta e descanso interno.

    É comum em mulheres sensíveis, conscientes e responsáveis, justamente porque elas aprendem a seguir funcionando mesmo quando algo dentro já está pedindo pausa.

    Não é falta de força.
    É excesso de carga.


    Quando o cansaço não é físico, nem tristeza

    Você continua cumprindo suas obrigações.
    Continua sendo forte.
    Continua dando conta.

    Mas algo dentro de você vai ficando silencioso demais.

    Não é tristeza profunda.
    Não é exatamente depressão clínica.
    É um vazio funcional.
    Uma exaustão que não grita, mas corrói.

    Durante muito tempo, eu achei que isso era maturidade.
    Que era apenas uma fase.
    Que fazia parte de ser adulta, responsável, consciente.

    Até perceber que estava vivendo no automático.
    Sem prazer.
    Sem presença.
    Sem escuta interna.


    Sinais silenciosos de esgotamento emocional em mulheres

    O corpo começa a dar sinais sutis, que muitas vezes são ignorados:

    • irritação sem motivo aparente
    • choro contido ou engolido
    • dificuldade de sentir alegria
    • sensação de vazio mesmo com a vida “em ordem”
    • vontade constante de se recolher ou desaparecer um pouco

    Esses sinais não surgem de forma dramática.
    Eles se acumulam no cotidiano, quando a mulher aprende a se calar para seguir.


    Por que mulheres sensíveis se anestesiam para sobreviver

    A mulher que sente demais, quando não encontra espaço para sentir, começa a se anestesiar.

    E isso é perigoso.

    Porque quando a sensibilidade some, não é força que entra no lugar.
    É endurecimento.

    A feminilidade não nasce da resistência infinita.
    Ela precisa de pausa, fluxo e verdade emocional.


    O que o esgotamento emocional não é

    O esgotamento emocional não é preguiça.
    Não é falta de gratidão.
    Não é drama.
    Não é fraqueza.

    Ele é um sinal de que algo essencial foi deixado de lado por tempo demais.


    Reconhecer não é fraqueza: é um ato de lucidez

    Reconhecer o esgotamento não é desistir.
    É lucidez.

    É admitir que algo precisa ser cuidado antes de quebrar.
    Antes que o corpo peça ajuda de forma mais dura.
    Antes que a alma desista em silêncio.

    Talvez você não precise aguentar mais.
    Talvez precise parar de se abandonar.


    Um primeiro passo para sair do automático

    Este texto não é um diagnóstico.
    É um espelho.

    Se algo aqui tocou você, saiba:
    você não está sozinha, nem errada por sentir assim.

    Existe um caminho de reconexão.
    E ele começa quando você se permite escutar o que tentou calar.

    Se você sente que chegou até aqui porque algo dentro de você pediu atenção, talvez esse seja o momento de começar por você.

    👉 Conheça o eBook Desperte Sua Feminilidade — um primeiro passo de reconexão emocional para mulheres em recomeço.


    Este conteúdo não substitui acompanhamento psicológico ou médico.
    Ele é um convite à escuta interna e ao cuidado emocional consciente.

    Com verdade,
    Laecía

    Sou terapeuta e criadora do Mapa da Alma, um espaço de reflexão e reconexão para mulheres em recomeço emocional e identitário.
    Conheça minha história

    Se esse silêncio interno tem a ver com relações onde você se doou demais, talvez esse outro texto te ajude a entender onde essa dor começou:
    👉 Quando a Amizade Machuca: Reflexões Sobre a Traição

  • Como Amar e Não Perder a Si Mesma

    Como Amar e Não Perder a Si Mesma

    Por Laecía

    Mulher negra lendo um livro, sentada em ambiente aconchegante, representando introspecção e autoconhecimento feminino.
    Momentos de pausa e leitura são gestos sutis de conexão com a própria alma.

    Momentos de pausa e leitura são gestos sutis de conexão com a própria alma.

    Eu tenho um relacionamento bom.

    Sim — daqueles que muitas mulheres sonham em ter.
    Um homem que me respeita, que me escuta, que me toca com carinho.
    Estamos juntos há anos. Construímos uma história com afeto, companheirismo e uma intimidade que é só nossa.

    E ainda assim… às vezes, me pego com um nó na garganta.
    Um silêncio aqui dentro que não sei nomear.
    Uma saudade de mim, mesmo com ele ao lado.


    Por que algo parece faltar mesmo quando está tudo certo?

    É estranho dizer isso.
    Quase parece ingratidão.

    Como se amar alguém e ser amada tivesse que ser “o suficiente”.
    Mas nem sempre é sobre o outro.

    Por muito tempo, guardei esse sentimento como se fosse errado.
    Como se sentir esse “falta alguma coisa” dentro de um relacionamento bom fosse uma traição.

    Mas não é.

    Às vezes, o relacionamento está bem — mas nós não estamos.
    E não por culpa dele.

    Às vezes, a gente só foi se afastando, com o tempo, de partes nossas que já não visitamos mais.

    A mulher que sonhava.
    A mulher que sentia mais.
    A mulher que ria sozinha, dançava em casa, vibrava com pequenos prazeres.
    A mulher que se olhava no espelho e se reconhecia.

    Ela ainda existe.
    Mas talvez esteja em silêncio.

    Quando a mulher se adapta demais, ela some sem perceber

    Com o tempo, muitas mulheres aprendem a sustentar tudo:

    • o relacionamento
    • a casa
    • a rotina
    • o equilíbrio
    • as necessidades do outro

    E, sem perceber, desaprendem a sustentar a si mesmas.

    Não por falta de amor.
    Por excesso de adaptação.

    E isso tem um custo: a mulher vira “funcional” — e deixa de ser inteira.


    Reencontrar a si mesma dentro de um relacionamento

    Eu amo estar com ele.
    Mas também preciso me reencontrar comigo.

    E foi libertador entender que as duas coisas podem conviver.

    Que eu posso ter um relacionamento saudável e ainda assim buscar mais de mim.
    Que eu posso me entregar sem me perder.
    Que eu posso me despir para ele — e também me vestir de mim mesma.

    Porque amar não deveria exigir autoabandono.


    Se você se reconheceu, talvez não falte amor. Talvez falte você com você.

    Esse texto é para você que se culpa por não estar “transbordando” apesar de ter tudo o que um dia quis.
    Para você que se sente bem acompanhada, mas sente falta de alguma coisa que nem sabe nomear.

    Talvez o que falte seja você com você.

    Talvez o que doa não seja o amor —
    mas o silêncio que você fez dentro de si para manter tudo funcionando.

    E isso não te torna ingrata.
    Te torna humana.


    Um passo simples: voltar para si com presença

    Este blog é o meu jeito de me reencontrar.
    E talvez seja o seu também.

    Se esse texto tocou em algo que você sente, talvez o próximo passo não seja entender mais —
    mas se acompanhar por alguns dias, com presença e direção, para voltar a si sem culpa.

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    Um guia íntimo, com 10 a 15 minutos por dia, para mulheres que querem se reencontrar sem se abandonar.

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    Este texto não substitui acompanhamento terapêutico ou psicológico.
    Ele é um convite à escuta interna, ao autoconhecimento e ao cuidado emocional consciente.

    Com leveza,
    Laecía
    Terapeuta e criadora do Mapa da Alma

    Acompanhe meu próximo blog: Quando a amizade machuca: Reflexões sobre a traição