
Existe um tipo de cansaço que não melhora com descanso.
Não porque você esteja fazendo pouco,
mas porque está tentando sem clareza.
É o cansaço de quem estuda, aplica, se organiza
e ainda assim sente que algo não encaixa.
Não é falta de disciplina.
Nem de talento.
Às vezes, nem é falta de estratégia.
É confusão sendo empurrada para fora
na tentativa de resolver rápido
o que pede outro ritmo.
Você ajusta.
Refaz.
Aprende algo novo hoje, outra coisa amanhã, rola o feed.
Em alguns momentos sente que avançou;
em outros, parece que regrediu.
E então surge aquela sensação difícil de nomear:
eu sei que poderia estar indo melhor,
mas não sei exatamente o que ajustar.
Esse costuma ser o ponto em que insistir pesa mais.
O problema raramente é esforço.
Quando estamos cansadas,
a tendência é procurar mais força,
mais método,
mais tentativa.
Mas insistir sem saber onde está o ruído, como ele se instalou
cobra um preço silencioso.
O corpo começa a responder.
A mente perde nitidez.
E aquilo que antes parecia entusiasmo
vira peso.
Nesse estado, decidir cansa.
Escolher parece arriscado.
Qualquer movimento soa como cobrança.
Não porque você não seja capaz,
mas porque está tentando se orientar
a partir de um lugar já exausto.
Clareza, às vezes, não vem de aprofundar.
Vem de parar de empurrar.
De permitir que o que já existe
encontre lugar suficiente
para não competir dentro de você.
Quando isso acontece,
algo desacelera por dentro.
E o próximo passo deixa de ser prova
e volta a ser apenas um passo.
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