Tag: identidade feminina

  • Manifesto

    A Soberania do segundo ato

    Nem toda exaustão é fraqueza.
    Às vezes, é inteligência estratégica.

    Não é que você tenha perdido a direção.
    É que o mapa antigo já não comporta quem você se tornou.

    Você estudou.
    Construiu.
    Liderou.
    Se reinventou mais vezes do que gostaria de admitir.

    Ainda assim, houve um momento em que o mercado — e a própria vida — começaram a sugerir silêncio.
    Não por falta de capacidade, mas por excesso de presença.

    Chamaram sua lucidez de burnout.
    Sua seletividade de crise.
    Seu cansaço de instabilidade emocional.

    Mas há outro nome possível para esse estado:
    o ponto em que continuar performando deixa de ser virtude.

    A maturidade não pede palco.
    Pede critério.

    Não se trata de parar por esgotamento,
    mas de recusar o esforço que já não devolve sentido.

    Existe uma forma de soberania que só aparece no segundo ato da vida:
    quando a mulher não precisa mais provar, convencer ou caber.

    Não estamos quebradas.
    Estamos saturadas do que não nos serve.

    Saturadas de ambientes que exigem adaptação constante.
    De narrativas que confundem potência com produtividade.
    De explicações que já não produzem clareza.

    Há um momento em que a alma chega antes do resto.
    E quando isso acontece, insistir é uma forma sutil de violência interna.

    Este manifesto não propõe um recomeço.
    Propõe um encerramento.

    O encerramento da tentativa de ser quem já não somos.
    O encerramento da pressa.
    O encerramento da necessidade de validação.

    A soberania do segundo ato não é visível.
    Ela é silenciosa, seletiva e profundamente lúcida.

    E talvez seja exatamente por isso que assusta tanto.

    Laecía

    Este texto faz parte de uma reflexão contínua sobre maturidade, pós-consciência e os estados de transição feminina que não cabem mais nas narrativas tradicionais de sucesso ou esgotamento.

  • Quando a você sente que precisa recomeçar — mas ainda não sabe como.

    Há momentos em que a gente não consegue mais fingir que está tudo bem.

    Nada está exatamente errado…
    Mas também nada está realmente no lugar.

    É como se algo tivesse terminado por dentro,
    mesmo que a vida lá fora continue exigindo força, presença e resposta.

    Eu conheço bem esse lugar.
    E talvez você também.

    O cansaço que não passa.
    A sensação de estar girando, de se sentir incompleta.
    A dificuldade de tomar decisões simples porque tudo parece confuso demais.

    Recomeçar, nesses momentos, não é sobre mudar tudo.
    É sobre pausar.


    Recomeçar não começa com ação — começa com clareza

    Muita gente acredita que recomeçar é criar metas, planos ou rotinas novas.

    Mas quando você está emocionalmente sobrecarregada,
    mais ação sem clareza só aumenta a confusão.

    Antes de avançar, é preciso organizar o que ficou solto por dentro:

    • emoções não nomeadas
    • ciclos mal encerrados
    • identidades que já não fazem mais sentido

    Recomeço real não acontece no impulso.
    Acontece quando nos permitimos escutar com honestidade.


    Por isso eu criei este workbook gratuito

    Preparei um workbook simples e consciente para mulheres que sentem que precisam recomeçar,
    mas não querem mais fazer isso sozinhas, no automático ou se cobrando demais.

    Este material não é motivacional.
    Não é desafio.
    E não promete transformar a sua vida em poucos dias.

    Ele existe para abrir clareza.

    Dentro dele, você vai encontrar:

    • Perguntas que ajudam a encerrar ciclos com mais consciência
    • Exercícios leves de reorganização emocional
    • Espaço para refletir sem julgamento
    • Um primeiro eixo de direção para o próximo passo

    Nada aqui é profundo demais.
    E isso é intencional.

    Este workbook não resolve tudo — ele organiza.


    Para quem é este material

    Este workbook é para você se:

    • sente que algo terminou, mas não sabe exatamente o que começa agora
    • está cansada de tentar se reencontrar sozinha
    • quer clareza antes de tomar novas decisões
    • sente que precisa de um recomeço mais respeitoso consigo

    E talvez não seja para você se:

    • busca fórmulas rápidas
    • quer respostas prontas
    • ou não está disposta a pausar e se escutar

    Um primeiro passo — não o caminho inteiro

    Este material foi pensado como um ponto de partida.

    Ele não entrega todo o ouro.
    Porque alguns processos pedem continuidade, estrutura e aprofundamento.

    Aqui, você começa a se localizar.
    O aprofundamento acontece depois — quando fizer sentido para você.

    Sem pressa.
    Sem empurrão.


    🌿 Baixe gratuitamente aqui

    Se este texto tocou algo em você,
    talvez seja o momento de parar um pouco e se ouvir.

    👉 Clique aqui para baixar o workbook gratuito de recomeço

    Faça no seu tempo.
    Do seu jeito.

    E se, depois, sentir que precisa seguir com mais direção e apoio,
    existem outros caminhos possíveis.

    Mas tudo começa aqui:
    com clareza.

    Laecía

  • Recomeçando aos 40: Sua Vida Não Está Atrasada

    Recomeçando aos 40: Sua Vida Não Está Atrasada

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  • Como Amar e Não Perder a Si Mesma

    Como Amar e Não Perder a Si Mesma

    Por Laecía

    Mulher negra lendo um livro, sentada em ambiente aconchegante, representando introspecção e autoconhecimento feminino.
    Momentos de pausa e leitura são gestos sutis de conexão com a própria alma.

    Momentos de pausa e leitura são gestos sutis de conexão com a própria alma.

    Eu tenho um relacionamento bom.

    Sim — daqueles que muitas mulheres sonham em ter.
    Um homem que me respeita, que me escuta, que me toca com carinho.
    Estamos juntos há anos. Construímos uma história com afeto, companheirismo e uma intimidade que é só nossa.

    E ainda assim… às vezes, me pego com um nó na garganta.
    Um silêncio aqui dentro que não sei nomear.
    Uma saudade de mim, mesmo com ele ao lado.


    Por que algo parece faltar mesmo quando está tudo certo?

    É estranho dizer isso.
    Quase parece ingratidão.

    Como se amar alguém e ser amada tivesse que ser “o suficiente”.
    Mas nem sempre é sobre o outro.

    Por muito tempo, guardei esse sentimento como se fosse errado.
    Como se sentir esse “falta alguma coisa” dentro de um relacionamento bom fosse uma traição.

    Mas não é.

    Às vezes, o relacionamento está bem — mas nós não estamos.
    E não por culpa dele.

    Às vezes, a gente só foi se afastando, com o tempo, de partes nossas que já não visitamos mais.

    A mulher que sonhava.
    A mulher que sentia mais.
    A mulher que ria sozinha, dançava em casa, vibrava com pequenos prazeres.
    A mulher que se olhava no espelho e se reconhecia.

    Ela ainda existe.
    Mas talvez esteja em silêncio.

    Quando a mulher se adapta demais, ela some sem perceber

    Com o tempo, muitas mulheres aprendem a sustentar tudo:

    • o relacionamento
    • a casa
    • a rotina
    • o equilíbrio
    • as necessidades do outro

    E, sem perceber, desaprendem a sustentar a si mesmas.

    Não por falta de amor.
    Por excesso de adaptação.

    E isso tem um custo: a mulher vira “funcional” — e deixa de ser inteira.


    Reencontrar a si mesma dentro de um relacionamento

    Eu amo estar com ele.
    Mas também preciso me reencontrar comigo.

    E foi libertador entender que as duas coisas podem conviver.

    Que eu posso ter um relacionamento saudável e ainda assim buscar mais de mim.
    Que eu posso me entregar sem me perder.
    Que eu posso me despir para ele — e também me vestir de mim mesma.

    Porque amar não deveria exigir autoabandono.


    Se você se reconheceu, talvez não falte amor. Talvez falte você com você.

    Esse texto é para você que se culpa por não estar “transbordando” apesar de ter tudo o que um dia quis.
    Para você que se sente bem acompanhada, mas sente falta de alguma coisa que nem sabe nomear.

    Talvez o que falte seja você com você.

    Talvez o que doa não seja o amor —
    mas o silêncio que você fez dentro de si para manter tudo funcionando.

    E isso não te torna ingrata.
    Te torna humana.


    Um passo simples: voltar para si com presença

    Este blog é o meu jeito de me reencontrar.
    E talvez seja o seu também.

    Se esse texto tocou em algo que você sente, talvez o próximo passo não seja entender mais —
    mas se acompanhar por alguns dias, com presença e direção, para voltar a si sem culpa.

    🌿Recomeço Feminino em 7 Dias
    Um guia íntimo, com 10 a 15 minutos por dia, para mulheres que querem se reencontrar sem se abandonar.

    E se você sente que precisa aprofundar a reconexão com sua essência feminina, conheça o eBook:

    👉 Desperte Sua Feminilidade


    Este texto não substitui acompanhamento terapêutico ou psicológico.
    Ele é um convite à escuta interna, ao autoconhecimento e ao cuidado emocional consciente.

    Com leveza,
    Laecía
    Terapeuta e criadora do Mapa da Alma

    Acompanhe meu próximo blog: Quando a amizade machuca: Reflexões sobre a traição