Como Amar e Não Perder a Si Mesma

Mulher lendo um livro, sentada em ambiente aconchegante, representando introspecção e autoconhecimento feminino.

Por Laecía

Mulher negra lendo um livro, sentada em ambiente aconchegante, representando introspecção e autoconhecimento feminino.
Momentos de pausa e leitura são gestos sutis de conexão com a própria alma.

Momentos de pausa e leitura são gestos sutis de conexão com a própria alma.

Eu tenho um relacionamento bom.

Sim — daqueles que muitas mulheres sonham em ter.
Um homem que me respeita, que me escuta, que me toca com carinho.
Estamos juntos há anos. Construímos uma história com afeto, companheirismo e uma intimidade que é só nossa.

E ainda assim… às vezes, me pego com um nó na garganta.
Um silêncio aqui dentro que não sei nomear.
Uma saudade de mim, mesmo com ele ao lado.


Por que algo parece faltar mesmo quando está tudo certo?

É estranho dizer isso.
Quase parece ingratidão.

Como se amar alguém e ser amada tivesse que ser “o suficiente”.
Mas nem sempre é sobre o outro.

Por muito tempo, guardei esse sentimento como se fosse errado.
Como se sentir esse “falta alguma coisa” dentro de um relacionamento bom fosse uma traição.

Mas não é.

Às vezes, o relacionamento está bem — mas nós não estamos.
E não por culpa dele.

Às vezes, a gente só foi se afastando, com o tempo, de partes nossas que já não visitamos mais.

A mulher que sonhava.
A mulher que sentia mais.
A mulher que ria sozinha, dançava em casa, vibrava com pequenos prazeres.
A mulher que se olhava no espelho e se reconhecia.

Ela ainda existe.
Mas talvez esteja em silêncio.

Quando a mulher se adapta demais, ela some sem perceber

Com o tempo, muitas mulheres aprendem a sustentar tudo:

  • o relacionamento
  • a casa
  • a rotina
  • o equilíbrio
  • as necessidades do outro

E, sem perceber, desaprendem a sustentar a si mesmas.

Não por falta de amor.
Por excesso de adaptação.

E isso tem um custo: a mulher vira “funcional” — e deixa de ser inteira.


Reencontrar a si mesma dentro de um relacionamento

Eu amo estar com ele.
Mas também preciso me reencontrar comigo.

E foi libertador entender que as duas coisas podem conviver.

Que eu posso ter um relacionamento saudável e ainda assim buscar mais de mim.
Que eu posso me entregar sem me perder.
Que eu posso me despir para ele — e também me vestir de mim mesma.

Porque amar não deveria exigir autoabandono.


Se você se reconheceu, talvez não falte amor. Talvez falte você com você.

Esse texto é para você que se culpa por não estar “transbordando” apesar de ter tudo o que um dia quis.
Para você que se sente bem acompanhada, mas sente falta de alguma coisa que nem sabe nomear.

Talvez o que falte seja você com você.

Talvez o que doa não seja o amor —
mas o silêncio que você fez dentro de si para manter tudo funcionando.

E isso não te torna ingrata.
Te torna humana.


Um passo simples: voltar para si com presença

Este blog é o meu jeito de me reencontrar.
E talvez seja o seu também.

Se esse texto tocou em algo que você sente, talvez o próximo passo não seja entender mais —
mas se acompanhar por alguns dias, com presença e direção, para voltar a si sem culpa.

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Este texto não substitui acompanhamento terapêutico ou psicológico.
Ele é um convite à escuta interna, ao autoconhecimento e ao cuidado emocional consciente.

Com leveza,
Laecía
Terapeuta e criadora do Mapa da Alma

Acompanhe meu próximo blog: Quando a amizade machuca: Reflexões sobre a traição


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Comentários

2 respostas a “Como Amar e Não Perder a Si Mesma”

  1. Avatar de marciautora

    É salutar pra alma quando tudo se encaixa. Difícil são os desencontros.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Avatar de Laecía

      Desencontros vem e vão, como respondemos a eles e que nós fazem ser quem somos.

      Curtir

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